Nascente Clínicas de Recuperação · Equipe editorial
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A chegada
Recepção, conferência de documentos, assinatura dos termos — de consentimento, no caso voluntário, ou do registro de internação involuntária com o laudo anexado. A família é informada de quem é o responsável técnico e de como fazer contato.
Os pertences são conferidos junto com a pessoa e registrados em lista. Itens não permitidos ficam guardados e são devolvidos na alta, mediante recibo.
A avaliação de entrada
Avaliação clínica: sinais vitais, exame físico, peso, condições associadas, medicações em uso, alergias. Avaliação psiquiátrica: histórico de uso, tentativas anteriores, sintomas atuais, risco de autoagressão, diagnósticos prévios.
É essa avaliação que define a unidade adequada, o nível de observação nas primeiras horas e a duração estimada do programa. A família recebe essa informação.
As primeiras horas no quarto
A pessoa é levada ao quarto, apresentada ao espaço e à equipe do plantão. Nas primeiras 24 a 72 horas, quando há risco de abstinência, a observação é mais próxima e os sinais vitais são checados em intervalos definidos.
Alimentação e hidratação começam imediatamente. Muita gente chega desnutrida e desidratada, e as duas coisas afetam humor e cognição mais do que se imagina.
A despedida
É a parte mais difícil, e vale combinar antes: despedida curta, sem promessa que não se pode cumprir e sem discussão de última hora. Frases longas de justificativa aumentam a angústia dos dois lados.
O que funciona é simples e direto: dizer que você vai estar presente, que o contato vai acontecer conforme o combinado com a equipe, e ir embora. Prolongar não ajuda ninguém.
O que levar
Documento de identidade, cartão do SUS ou do convênio, receitas e caixas das medicações em uso, roupas para cerca de uma semana, chinelo, itens de higiene pessoal sem álcool na composição, e agasalho.
Cada unidade tem sua lista própria de itens permitidos e não permitidos, entregue por escrito antes da admissão. Peça e siga — evita constrangimento na chegada.
Os primeiros dias para a família
É comum haver um período inicial em que o contato é dosado conforme orientação da equipe. Isso não é punição nem afastamento: nas primeiras horas de abstinência, ligações costumam ser pedidos de resgate, e responder a eles desorganiza o começo do tratamento.
Você tem direito a informação sobre a evolução mesmo quando o contato direto está dosado. Pergunte, na admissão, quem é a pessoa de referência para isso e em que horários.
Perguntas frequentes
Posso ficar junto no primeiro dia?
O acompanhamento na chegada é possível e recomendável. A permanência prolongada, em geral, não — atrapalha a adaptação e a rotina da unidade.
E se ele se recusar a entrar?
Acontece, e não encerra a conversa. Havendo laudo e indicação de internação involuntária, existe procedimento próprio, com equipe treinada, combinado previamente com a família.