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Emergência e risco

Agressividade em casa: como se proteger

Este texto trata da parte que quase nenhum site de clínica escreve: o que fazer quando a pessoa que precisa de tratamento está colocando a família em risco físico. Proteção vem primeiro. Tratamento vem junto, não depois.

Nascente Clínicas de Recuperação · Equipe editorial

Atualizado em · 2 min de leitura · como escrevemos

Reconheça a escalada

Violência raramente começa em agressão física. Ela escala: gritos, humilhação, ameaça, destruição de objetos, empurrão, agressão. Cada degrau normalizado torna o próximo mais provável.

Sinais de risco aumentado: ameaças com arma, ciúme intenso e controle, ameaça de morte, perseguição, tentativa de estrangulamento — este último é um dos preditores mais fortes de desfecho grave.

Tenha um plano antes de precisar

Escolha um cômodo com saída e sem objetos perigosos, para onde ir se a situação escalar. Combine uma palavra-código com um vizinho ou familiar. Deixe uma cópia de documentos, um cartão e uma chave fora de casa.

Mantenha o celular carregado e com os números salvos. Se houver crianças, ensine a elas o que fazer e para onde ir — sem transformar isso em terror, e sim em combinado.

Na hora

Não discuta, não encurrale e não bloqueie a saída da pessoa. Saia do ambiente com quem estiver sob risco, especialmente crianças. Ligue para 190 em agressão em curso e 192 se houver ferimento ou intoxicação grave.

Não tente conter fisicamente. Contenção por pessoa sem treino machuca os dois lados.

A quem recorrer

190 Polícia Militar, em emergência. 180 Central de Atendimento à Mulher, 24 horas. 100 Direitos Humanos, para crianças, adolescentes e idosos. Delegacia da Mulher e Conselho Tutelar do município.

Medida protetiva de urgência pode ser solicitada na delegacia ou pela Defensoria Pública, e não impede que a pessoa seja tratada — as duas coisas correm em paralelo.

Proteção não é abandono

É comum a família achar que registrar ocorrência ou pedir medida protetiva significa desistir do tratamento. Não significa. É possível — e frequentemente necessário — proteger e tratar ao mesmo tempo.

Em muitos casos, é justamente o registro que documenta o risco e sustenta o pedido de internação involuntária. O que protege a família também instrui o processo de cuidado.

Perguntas frequentes

Vou prejudicar o tratamento dele se eu chamar a polícia?

Não. Segurança vem primeiro, e o registro costuma ser exatamente a documentação que sustenta uma internação involuntária depois.

Ele só é violento quando usa. Conta?

Conta. A causa explica o comportamento, não o autoriza, e o risco para quem está por perto é o mesmo.

Agressão em curso: 190. Central de Atendimento à Mulher: 180, 24 horas. Crianças, adolescentes e idosos: Disque 100. Ferimento ou intoxicação: 192.

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