Nascente Clínicas de Recuperação · Equipe editorial
Atualizado em · 2 min de leitura · como escrevemos
Quando registrar
Furto de dinheiro, joias, eletrônicos e documentos dentro de casa. Ameaça, agressão física, destruição de patrimônio. Desaparecimento — e aqui não existe prazo mínimo de espera, o registro pode ser feito no mesmo dia.
Também vale registrar uso de cartão sem autorização, empréstimos contraídos em nome de terceiros e venda de bens que não pertenciam à pessoa.
O que o registro produz
Uma prova datada e oficial do que aconteceu. Isso importa em três frentes: proteção imediata, com possibilidade de medida protetiva; instrução de um eventual pedido de internação involuntária ou compulsória, que precisa demonstrar risco; e proteção patrimonial da família diante de dívidas contraídas indevidamente.
Também importa numa frente menos óbvia: o registro rompe a lógica de que tudo se resolve internamente, e essa lógica é justamente a que sustenta anos de dano silencioso.
Como registrar
Em delegacia ou pela delegacia eletrônica do estado, quando a natureza do fato permitir. Leve documento de identidade, descreva os fatos com datas e valores, e informe que a pessoa tem dependência química — isso não a prejudica e ajuda na classificação do caso.
Guarde o número do protocolo e uma cópia. Você vai precisar dele.
O medo de criminalizar
É o principal motivo pelo qual famílias não registram, e merece ser levado a sério. Duas coisas ajudam a decidir: furto entre familiares próximos tem tratamento penal específico e não costuma resultar em prisão; e o registro pode ser usado para pedir tratamento, não punição.
Existe inclusive a possibilidade de que o próprio juízo, diante do quadro, encaminhe para avaliação e tratamento em vez de responsabilização penal.
O que fazer junto
Registro sozinho não muda comportamento. Ele é útil quando faz parte de um conjunto: proteção do patrimônio, limites claros, oferta de tratamento e acompanhamento profissional para quem está cuidando.
Se você chegou ao ponto de considerar um boletim de ocorrência, provavelmente também é hora de procurar avaliação clínica — e apoio para você.
Perguntas frequentes
Vou prender meu filho?
Registrar não é pedir prisão. É documentar. A destinação do caso depende da natureza do fato e, entre familiares próximos, a lei prevê tratamento específico.
Posso registrar e depois desistir?
Em alguns crimes a representação pode ser retirada; em outros, não. Pergunte na delegacia ou à Defensoria antes, se isso for importante para a sua decisão.